quarta-feira, 3 de março de 2010

já que falei em primavera...




'quero apenas cinco coisas...
primeiro é o amor sem fim
a segunda é ver o outono
a terceira é o grave inverno
em quarto lugar o verão
a quinta coisa são
teus olhos
não quero dormir sem teus olhos
não quero ser...
sem que me olhes
abro mão da
primavera
para que continues me olhando'

Pablo Neruda



E eu que gosto tanto das flores...

Juro, fedo, que vivo me perguntando de onde vem tanto amor. Até pra Ele eu pergunto.

A M O R

Assim. Puro. Simples. Só amor, sem mais nada em volta. Nem dentro. Um amor que não cansa de sentir mais e mais amor. Eu sei que você também não entende como eu gosto tanto de você.

Eu sinto um pavor gigantesco quando alguém me diz que 'vai ver isso aconteceu porque você precisava passar por isso'. Ou então: 'Deus nunca dá mais do que você pode carregar'. Eu precisava passar por isso POR QUE?! Isso ninguém me explica, né? E eu afirmo, até pra Deus, que não, eu não consigo carregar tudo isso. Eu sou fraca, Deus! Devolve o meu preto, porque eu sou fraca, o Senhor se enganou. E não tem problema, todo mundo erra. Devolve o fedo que e a gente esquece tudo isso e tudo vai ficar bem... (eis que a fraqueza surge de novo).

Vai saber o que Deus pensa, viu fédor... mas vai aprendendo, coisa lindia! Um dia você consegue fazer suspense como Esse aí. Aproveita também pra conhecer o resto das flores que você não conhecia pra me contar depois, porque aí deve ser primavera todos os dias.

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