quinta-feira, 21 de outubro de 2010

um dia, eu morri de alegria.



'Porque eu também já morri de alegria
muitas vezes na minha vida.'

Clarice Lispector




Lembra quando nos reencontramos em 2008, lindudo? Lembra?! Depois de te ter deixado na porta de tua casa, com o número do meu celular anotado na tua mão com um batom, cheguei na casa do di com um sorriso de orelha a orelha. O que eu menos queria era me apaixonar por você de novo. E o que mais aconteceu foi exatamente isso.

Você, na minha vida, sempre foi o cara que ligou ou deixou algum tipo de recado em algum lugar no dia seguinte. Você, na minha vida, sempre foi o cara que (quando podia e as situações permitiam) me paquerava escancaradamente. Do jeito mais engraçado e do jeito que eu mais gostava. Você, na minha vida, foi o cara que me preencheu de uma forma que eu nem sabia que fosse possível. Com você, senti um amor tão forte, fedo, que tinha vontade de fazer todas as coisas de um jeito que te agradasse... só pra te agradar mesmo. E você cuidou de mim de um jeito raro que eu nunca vi.

Como você disse pra mim um dia, nego véio, você também é alguém raro de se encontrar e raro de se ter. Às vezes, eu penso que a falta que sinto de você chega a ser meio egoísta. Porque até parece que sinto falta não de você, mas de me sentir protegida, amada e feliz.

Foi um sonho bom que eu tive um dia. Foi um sonho bom que nós dois tivemos um dia. Foi uma promessa boa que a vida me deu, mas não se cumpriu.

Algumas pessoas dizem que conseguem encontrar Deus em situações adversas. Eu te digo que quando mais encontrei Ele foi quando te tive ao meu lado, foi quando eu estava feliz, foi quando eu estava com o coração em paz. Porque Ele é o único que sabe de todas as minhas preces, Ele é o único que sabe do significado de te ter ao meu lado do jeito mais puro que você já esteve ao lado de alguém.

Esse vazio não desaparece...

Um comentário:

Ana SS disse...

Fico a suspirar...